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O formulário deixou de ser um questionário. Agora é uma conversa.

Data
6 de outubro de 2026
Autor
Nelson Jeronimo
Temas
Websites, Design, Processo

O antes e o depois do formulário de contacto deste site: de uma página comprida, igual para toda a gente, a quatro passos curtos que seguem o serviço escolhido, escrevem o resumo do pedido e dizem o que falta antes de enviar. Feito numa tarde.

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O formulário deixou de ser um questionário. Agora é uma conversa.

O antes e o depois do formulário de contacto deste site: de uma página comprida, igual para toda a gente, a quatro passos curtos que seguem o serviço escolhido, escrevem o resumo do pedido e dizem o que falta antes de enviar. Feito numa tarde.

Por Nelson Jeronimo · 6 de outubro de 2026

Slide 1: O formulário deixou de ser um questionário. Agora é uma conversa.
Slide 2: a parte menos desenhada de um site é a que está mais perto do cliente.
Slide 3: antes e depois: de uma página comprida a uma pergunta de cada vez.
Slide 4: os passos: o orçamento salta-se quando não faz sentido.
Slide 5: as perguntas seguem o serviço escolhido.
Slide 6: o pedido escreve-se sozinho, num resumo que cresce a cada resposta.
Slide 7: ajuda onde as pessoas se enganam: o email e o domínio.
Slide 8: o formulário diz o que falta, em vez de falhar no fim.
Slide 9: medido sem cookies: totais diários anónimos, ainda sem resultados; funciona sem JavaScript.
Slide 10: pedido, construído, testado e publicado numa tarde, nos dois estilos do site e nas duas línguas.
01 / 10

O formulário de contacto costuma ser a parte menos desenhada de um site, e é a que está mais perto do cliente. É ali que alguém decide escrever ou fechar a página. O meu era como quase todos: uma lista de campos. Hoje deixou de ser.

Este artigo mostra o antes e o depois, mudança a mudança, e diz porque é que cada uma existe. Podes ir experimentando o formulário enquanto lês.

Antes: um questionário igual para toda a gente

À esquerda, o formulário antigo: uma página comprida com oito serviços, cinco orçamentos, cinco campos, mensagem, privacidade e enviar. À direita, o novo: passo 1 de 4, com uma só pergunta.

Era uma página comprida, com tudo à vista: vários tipos de serviço, cinco intervalos de orçamento, nome, email, empresa, telefone, website atual, uma caixa para a mensagem, a aceitação da política de privacidade e o botão de enviar. Quem queria consultoria em IA via as mesmas perguntas de quem queria uma app.

Funcionava. Mas era um questionário: perguntava tudo, a toda a gente, pela mesma ordem.

O resumo, numa tabela

Antes Agora
Estrutura Uma página com todos os campos Quatro passos curtos, com barra de progresso
Perguntas As mesmas para toda a gente Seguem o serviço escolhido
Orçamento Perguntado sempre Saltado quando o preço já é conhecido
O pedido Campos soltos Um resumo que se escreve à medida que preenches
Email e website Escritos sem ajuda Terminações sugeridas, enganos apanhados, ideias de domínio
Sair da página Perdia-se o que estava escrito O rascunho fica no teu browser
Erros Apareciam no fim O que falta está ao lado do botão

1. Quatro passos curtos, e um que se salta

Os quatro passos (o que precisas, orçamento, descrição, contacto); o do orçamento salta-se para quem escolhe só o website one-page, de preço fixo, e para quem vem do simulador com uma estimativa.

O formulário passou a ter quatro passos: o que precisas, o orçamento, a descrição e os teus dados de contacto. Uma barra mostra em que passo estás, há um botão Voltar e a tecla Enter avança. Sem JavaScript, continua a ser o formulário simples de uma página: nada deixa de funcionar.

O passo do orçamento salta-se quando não faz sentido. Quem escolhe só o website one-page vê que o preço é fixo. Quem chega do simulador de preços traz a estimativa consigo, e ela já vai no pedido.

A razão: não se pergunta o que já se sabe.

2. As perguntas seguem o serviço

Quem escolhe «IA: consultoria» recebe a pergunta «Em que ponto estás com a IA?»; quem escolhe «App» recebe «Onde vai funcionar a app?»; e o exemplo na caixa da descrição muda.

Cada tipo de serviço traz uma pergunta a mais, e só essa. Para consultoria em IA: «Em que ponto estás com a IA?». Para uma app: «Onde vai funcionar a app?». Para um website: «Já tens textos e imagens?».

O texto de exemplo na caixa da descrição também muda. Quem escolhe uma app lê «O que a app faz, quem a usa e o que já tens feito.»; quem escolhe consultoria em IA lê outra coisa.

A razão: são as perguntas que eu faria de qualquer forma no primeiro email. Feitas aqui, a conversa já começa adiantada.

3. O resumo escreve-se sozinho

Os campos preenchidos à esquerda (Ana, Café São João, website à medida e consultoria em IA) e, à direita, o resumo que deles resulta, escrito como uma mensagem.

Ao lado dos campos há um resumo que cresce a cada resposta. Com um exemplo: «Olá Nelson, sou Ana (Café São João). Preciso de um website à medida e consultoria em IA…» O que ainda falta aparece entre parênteses, mais apagado, até ser preenchido.

Deixas de ver campos soltos e passas a ver o pedido que vais enviar, escrito como o escreverias a alguém.

A razão: quem envia deve saber o que está a enviar.

4. Ajuda onde as pessoas se enganam

No email, as terminações sugeridas depois do @ e a pergunta «Querias dizer ana@gmail.com?»; para quem não tem website, ideias de domínio marcadas como «parece livre» ou «já registado» (exemplo ilustrativo).

No email. Depois do @, o formulário propõe as terminações mais comuns (gmail.com, hotmail.com, outlook.com, sapo.pt, icloud.com), e apanha as trocas de letras habituais: «Querias dizer ana@gmail.com?».

No website. O campo do website atual ganhou a opção «Ainda não tenho website». Quem a marca recebe ideias de domínio feitas a partir do nome da empresa, cada uma com a indicação «parece livre» ou «já registado». A consulta é real, mas não é uma garantia, e o formulário diz isso mesmo: «a confirmar antes de registar».

A razão: um email com uma letra trocada é um pedido a que não consigo responder.

5. Nada se perde, nada falha no fim

Antes, os erros só apareciam no fim; agora, ao lado do botão de enviar está o que falta, e o rascunho é recuperado com a opção de começar de novo.

O rascunho fica guardado no teu próprio browser até enviares o pedido. Se saíres da página e voltares, está lá, com um aviso e a opção de começar de novo. A aceitação da política de privacidade não se guarda, de propósito: essa decide-se de cada vez.

Ao lado do botão de enviar está escrito o que ainda falta («Falta: um email válido.»), em vez de um erro depois de carregar. Depois de enviar, a confirmação mostra o resumo e o que acontece a seguir, e o email de resposta automática repete o que foi pedido.

Medido sem cookies, e ainda sem resultados

O formulário conta quantas pessoas chegam a cada passo. São totais diários anónimos: sem cookies e sem nada sobre quem visita. Servem para ver onde é que o formulário pode continuar a melhorar.

Resultados ainda não há. O formulário foi para o ar hoje, e por isso este artigo não tem percentagens nem taxas de conversão.

Uma tarde

Tudo isto foi pedido, construído, testado e publicado numa tarde, nos dois estilos do site (Classic e Modern) e nas duas línguas. Há uns anos, um formulário assim era um projeto: desenhar, programar à mão, testar, corrigir, e cada etapa com a sua espera.

É o que quero dizer quando escrevo na página inicial: «Um website deixou de ser estático. É um organismo vivo, que muda ao ritmo das tuas ideias.» O que perguntar, a quem e por que ordem continuou a ser decisão minha. A execução é que deixou de ser a parte demorada.

A forma mais rápida de ver a diferença é usá-lo: fala comigo.

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